O grande escritor, o sensível amigo, mestre no ensino, Marciano Vasques
faleceu há poucas horas; tive o prazer e a honra de dividir um prêmio
literário com ele em 2011 e sermos coautor do livro Sob o céu da cidade;
Marciano em suas dezenas de livros difundiu a arte com sua prosa
poética de um modo mágico, com beleza e sabedoria. Amante da literatura,
gênio da narrativa, mestre da palavra, Marciano continuará conosco com
sua linda arte, por sua benfazeja obra, pelo prazer que a nossa memória
tem em relembrá-lo. Tive o prazer de partilhar seus textos também com
amigos e alunos, sempre tocante, sempre admirável, o homem e a obra: um
brasileiro cujo nome e ações faz bem recordar, sempre. Um beijo, amigo!
Elói Alves
quarta-feira, 27 de abril de 2016
segunda-feira, 25 de abril de 2016
Apresentação de HISTÓRIAS DO TIO GERBÚLIO, 5º livro do escritor Elói Alves
O escritor Elói Alves esteve sábado, 23, na Biblioteca Municipal Afonso Schmidt, zona norte de São Paulo, apresentando o livro HISTÓRIAS DO TIO GERBÚLIO, sua 5ª obra, publicada pela Editora Essencial; participaram do evento vários artistas.
O escritor Elói Alves, além de leituras de seus livros, falou de suas experiências com a literatura, com o público, com o qual realiza inúmeras atividades em diversos tipos de encontro, e com o mundo editorial. O livro pode ser adquirido por R$ 20,00.
domingo, 10 de abril de 2016
A ESSÊNCIA E A TEMPORALIDADE DOS GOVERNOS
Os políticos
e seus governos passam, o problema é que eles todos são, em geral, maus, em
capacidade e caráter; a exceção, quanto esporadicamente surge, é pontual;
quando há um agente que fuja à regra da maleficência, de ser ruim, e a exceção é
tão pontual que nem chega a ser necessariamente o chefe do governo, é alguém sem capacidade de
influir sobre a opinião e ação dos demais, medíocres e maléficos,
O bom é que passam, mas ainda assim ficam as consequências,
mais ou menos graves, de maior ou menor duração no tempo e de maior ou menor prejuízo
nos bolsos dos contribuintes.
O
ideal seria que todos os cidadãos fossem apartidários e até anarquistas, no
sentido de ser altamente críticos aos governos, a todos eles, a todo o poder
estatal, assim, vigiando-os, cobrando e policiando-lhes até os pensamentos,
uma vez que ao político, no exercício do poder, tudo deve ser público, tudo
dever ser tratado republicanamente.
Mas
infelizmente ainda falta muito em nossa deficiente e deficitária cidadania; não
somos ainda uma cidadania em sentido pleno, somos ilhas de racionalidade, ilhas
de criticidade pública, de consciência cívica, consciência de que todo agente público deve ser escravo da lei, e teremos por isso, devido a nossa fragilidade cívica, que aguentar os políticos enquanto não
passam; e olha que muitos deles persistem em não querer passar nunca, como se fossem Matusalém, e ainda
deixam a descendência.
Elói Alves
domingo, 3 de abril de 2016
HISTÓRIAS DO TIO GERBÚLIO, novo livro do escritor Elói Alves
História do Tio Gerbúlio, 5º livro do escritor Elói Alves, será lançado no próximo sábado,
dia 9, às 16h. no Centro Cultural da Juventude; além de histórias
inéditas, o livro conta com várias ilustrações do genial artista
plástico, ilustrador Carlos Eduardo Diniz;
publicado pela Editora Essencial, Histórias do Tio Gerbúlio e os demais
livros do autor estarão no stand da Essencial nos dias 8 e 9 próximos na
IV Feira do Livro Centro Cultural da Juventude, das 10 às 18, na AV.
Deputado Emílio Carlos, 3641, Vila Nova Cachoeirinha
sexta-feira, 25 de março de 2016
MIMESIS: A VIDA E ARTE NA LAVA JATO - Perguntero
Para Aristóteles, poesia, e por extensão toda a arte, era imitação, Mimesis; pensamento que aparece agora a propósito da Lava Jato e de House of Card. A série do Netflix é anterior, de 2013, e é agora lembrada em referência à Operação Lava Jato, por suas teias de corrupção desvendadas.
Será, nesse caso, que a vida anda imitando a arte, ao contrário do pensamento do filósofo grego?
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
O CAOS PLANEJADO DA MOBILIDADE URBANA - por Elói Alves
A
expressão “Mobilidade Urbana” eclodiu na mídia durante os protestos de 2013 contra o
aumento no preço da tarifa do ônibus em São Paulo, que, nesta cidade, está
atrelado ao valor cobrado nos trens do Metrô e da Fepasa, protesto que
reapareceu no início deste ano. Sem entrar no mérito da “tarifa zero”,
defendida pelo Movimento Passe Livre, a iniciativa do movimento teve o poder
de realçar em toda a mídia a questão do caos no transporte público nas grandes
cidades; o próprio Governo Federal, depois de um silêncio eloquente à época da
explosão dos protestos, incorporou a expressão ao discurso oficial, prometendo “bilhões”
pela causa, até que esta esfriasse. Mas o problema persistiu e se ampliou.
O motivo do
caos na mobilidade urbana, evidente, é de natureza econômica e, mais ainda, de política
econômica, pois passa por uma escolha do Governo de privilegiar um modelo de
transporte dominado por gigantes do setor: o transporte por automóvel individual,
em detrimento do coletivo. Essa escolha do Governo foi implementada pelo
favorecimento de tal indústria por meio de subsídios, redução de impostos que
vieram a prejudicar a economia do país e aumentar a dívida pública além de
causar desempregos quando se chegou à desaceleração do setor devido ao fim dos
privilégios do Governo, felizmente incapaz de sustentar por mais tempo seus graves erros na política
administrativa e econômica.
Há nisso uma lógica
perversa cujos caminhos não se percebem facilmente. Para que essa política dê “certo”,
isto é, chegue a seu fim, é preciso que a produção se intensifique nas
fábricas sem redução dos preços, por meio das descritas ajudas do Governo, e que uma boa parte das pessoas sem
renda suficiente também possam adquirir um automóvel, que para isso também
devem ter acesso a crédito fácil e, principalmente, que algo de força maior as impulsionem
para à loucura das dívidas, que, ao cabo, é o transporte coletivo caro e de péssima qualidade.
O caos na
mobilidade das pessoas nas grandes cidades passa por essa filosofia política
que privilegia o transporte motorizado individual; é, pois, uma escolha, como é
todo ato administrativo; uma escolha infeliz para a maioria, mas também para
quem é beneficiado por ela, enlatado nos congestionamentos das cidades mal
planejadas. Mas é também, além dos equívocos administrativos, uma questão
criminal: o favorecimento a tal indústria passa pelo interesse no financiamento
por ela dos partidos e enriquecimento pessoal dos políticos e mediadores; crime que envolve inclusive a venda de
votos parlamentares no Congresso e de Medidas Provisórias do Governo Federal,
como hoje se investiga.
Elói Alves é escritor, ensaísta e
professor
domingo, 31 de janeiro de 2016
ROUBAR PELA CAUSA – Perguntero
Tenho algumas
dúvidas que me perturbam: Qual seria mesmo aquela causa genuinística? Seria genuína?
Além disso, será que foi apenas Dirceu que enriqueceu pessoalmente com a
atuação no governo de seu partido, obtendo milhões que chamou de “pagamento por
consultoria”? Será que realmente estavam
indignados com o “companheiro” ou faziam jogo para o eleitorado?
Pior: Será que
é menos grave roubar ou matar por um partido, por uma ideologia?
Mais ainda: qual será a razão de tanta gente, milhões de
pessoas votantes, ter dado o poder a defensores de uma ideologia que, no fundo,
sempre apregoaram a todos os ouvidos, com energia e veemência; como foi feito
também em outros países, e não só com a esquerda de tantos impostores, mas com
a própria Direita de Hitler?
quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
POLÍTICOS TRATADOS COMO LADRÃO COMUM - Perguntero
Depois da comparação da Justiça, Ministério Público e Polícia Federal à Ditadura Militar feita por um dos defensores de réus da Operação Lava Jato, junto com manisfesto coletivo de advogados contra a Justiça, vários políticos se manisfestaram pedindo "mais respeito" a aliados investigados"; será que vão pedir também igualdade aos "ladrões comuns" e abrir mão da Imunidade Parlamentar que os protege?
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