sábado, 3 de dezembro de 2016

O DESLIGAMENTO DA VENEZUELA DO MERCOSUL E OS CANHOTOS - Perguntero

     Os Chanceleres do Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina assinaram carta em que consta a suspensão da Venezuela do Bloco, no qual havia entrado pela breve suspensão do Paraguai em 2012, que se recusava, até então, a ratificar sua entrada, que deve ser feita por todos os membros fundadores na admissão de novos associados. O motivo de sua retirada seria o descumprimento de normas por parte da Venezuela.
     Maduro rejeita a saída e afirma tratar-se de um "golpe de direita" dos outros países contra o Bloco. Seria a expressão uma metáfora de Maduro reforçando as posições ideológicas contrastantes ou de pensamentos políticos maniqueístas considerados de "direita e de esquerda" que reacenderam na Região? Ou seria uma alusão aos punhos dos que batem forte com a mão direita? Nesse caso haveria preconceito contra os pugilistas canhotos e outros com cuja mão esquerda são mais hábeis? 
     No caso de Maniqueu, a mão esquerda, se fosse a mais forte, seria divina ou diabólica?

 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

A RENÚNCIA DOS PROCURADORES DA LAVA JATO - Perguntero


         A anunciada renúncia coletiva dos Procuradores da Operação Lava Jato, que ocorreria caso passasse a Proposta de Lei que tramita no Congresso, cujo texto tem por objetivo criminalizar juízes e membros do Ministério Público por crime de responsabilidade, supostamente com intuito de minar forças desses profissionais em sua atuação de combate à corrupção, não seria um ato contra a própria sociedade que os apoia nessa luta travada? 
         Não estariam, na verdade, esses profissionais que têm prestado louvável serviço ao país caindo nas armadilhas malignas armadas pelos políticos corruptos? Não seria hora, ao contrário, de trabalhar ainda mais forte contra a corja corrupta, inclusive coordenando um maior apoio cívico?

domingo, 27 de novembro de 2016

PREFÁCIO PARA O LIVRO "CONTOS E CAUSOS NOTARIAIS", DO JURISTA ARTHUR DEL GUÉRCIO

         




Prefácio para o livro  Contos e Causos Notariais, de Arthur Del Guércio Neto, professor e jurista



O presente livro, do escritor, jurista e tabelião Arthur Del Guércio Neto, proporciona ao leitor duas características autorais historicamente pouco conciliáveis no Brasil, a saber, a do jurista e aquela própria do cronista. No Brasil aparecem de maneira abundante, ao longo de sua história, cronistas excepcionais como um Fernando Sabino, um Paulo Mendes Campos, um Lima Barreto e seu contemporâneo Machado de Assis. Entre os juristas não deixam de jorrar exemplos de expoentes como um Miguel Reale, próximo a nós, e Teixeira de Freitas, para lembrar o cognominado “jurisconsulto do império”, no século XIX, entre tantos outros.

A crônica é um gênero narrativo de pouca extensão, familiar ao conto e ao causo, em muitos casos esses gêneros textuais são limítrofes e se confundem. A crônica surgiu como texto de jornal no século XIX, onde a narrativa aparentemente simples se desenvolve a partir e em torno de algum acontecimento do cotidiano, de uma notícia do dia anterior, simples e até aparentemente banal. O conto surge quando a narrativa se torna mais complexa, quando seu enredo alcança maior densidade e o causo, por sua vez, caracteriza-se como pequenina narrativa, singela, anedótica e caricatural, cuja pretensão única é fazer rir, um riso, por assim dizer, despretensioso.

A característica fundamental dessas narrativas é a arte de contar; a literatura jamais teve um conteúdo fixo ou matéria específica, conta tudo o que diz respeito ou interessa ao homem. Neste livro a matéria é o Direito ou os serviços prestados às pessoas por esse profissional do Direito, o Tabelião, num modo peculiar de contar, simples e rico, que informa ao leitor, com o teor jurídico, e o agrada com sua arte. Justamente aqui se encontra outra característica primordial deste profissional notarial de cuja obra falamos, que é sua  a paixão de informar, de levar à população o conhecimento dos serviços de que pode dispor junto ao Tabelião, com absoluta segurança jurídica.

Os textos aqui reunidos surgiram, em sua maioria, no jornal O diário do Tietê, com intuito de levar ao público geral informações sobre os serviços notariais. Ao lê-los, já de início, encantei-me, como amante da arte de contar, com o potencial narrativo do doutor, coisa pouco peculiar entre os juristas, sobretudo devido ao rigor conceitual da Ciência Jurídica, e mais comum em obras literárias. O ápice aparece em textos como “A senhora namoradeira”, em que os temas do Direito, ligados aos serviços rotineiros do Tabelião, como o testamento, se permitem a companhia das liberdades poéticas, da construção literária em alto nível e do tão saboroso humor, objeto de geniais autores da literatura em praticamente toda língua.

Em Contos e causos Notariais, o leitor encontrará, portanto, o conhecimento e a utilidade dos serviços jurídicos de um Tabelião ofertados à população, com segurança da lei e a objetividade dessa ciência, entrelaçados em textos de saborosa arte literária, junto à qual se, também, um notável e leve aspecto sapiencial, uma sabedoria que se dilui na experiência pessoal e humana do profissional, na arte de ouvir e no poder da reflexão, encontrados na obra que nos dá, como presente, o doutor Arthur.

Boa leitura!
Elói Alves 

CONVITE PARA O LANÇAMENTO DO LIVRO "CONTOS E CAUSOS NOTARIAIS"


 No próximo dias 7, quarta feira, será lançado em São Paulo o livro Contos e Causos Notarias, de autoria do Jurista e Tabelião Dr. Arthur Del Guércio Neto, obra que tem o prefácio do escritor Elói Alves.
O livro traz textos narrativos com informações e acontecimentos no âmbitos dos Cartórios de Nota nos quais o autor trabalhou, sempre numa linguagem clara e envolvente, informando e enriquecendo o público leitor com temas notariais.
O lançamento ocorrerá na Livraria da Editora YK, na Rua Conde do Pinhal, 80, atrás do Fórum João Mendes, às 19h.  
O prefácio do livro pode ser lido pelo link:  
http://www.escritoreloialves.com.br/2016/11/prefacio-para-o-livro-contos-e-causos.html 

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