Não sou tão rápido que acompanhe os dias
Às vezes quero dar uma parada
Uma olhada aos passantes apressados e dizer-lhes:
-Boa viagem, mas não passem direto!
Não consigo estar atento todo o tempo
Meus limites não são os mesmos da estrada
Para confessar, nem caibo inteiro neste espaço
Estou sobrando e não é de agora
Andei um tempo na contra-mão
Deu-me umas reações estranhas
A loucura toma outros rumos
Há quanto tempo estamos do fim da estrada
Não haverá outra além desta
Pararemos antes ou no além da curva?
Elói Alves
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Nossa Eloi!
ResponderExcluirViajei em teu pensamento, fui longe a cabei me fazendo as mesmas perguntas!
Lindo divagar este teu...
Elisabeth
Oi, Beth, muito grato por sua leitura e pela apreciação; abraços gratos
ExcluirNa contra-mão andam muitos a julgarem-se eternos ou acima do bem e do mal, não nós que temos plena consciência de sermos pobre mortal!
ResponderExcluirO ritmo frenético espanta, não há pausa para observar e grande surpresa nos aguarda para além da curva a traçar!
Amo seus versos e ao que ele nos remete!
Muito grato, querida Ira, por sua leitua e gentis lalavras, amiga! Abraços!
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