Não estou maquiado como as meninas
Mas ao avesso, rotas marcas pelo rosto
Inteiramente fermentado como o mosto
Recebendo o mundo todo escuro à retina
Joguei as canetas e desfiz todos os pactos
Nem a palavra dou ou a recebo entre pares
Vou pelo mundo como se navegasse mares
Fugindo às paragens, onde há apenas cactos
Ao longe, a flor, toda cercada de espinhos
Aos meus olhos já não dá muitos encantos
Navego introspecto, mas atento_ nem canto
Estou convicto e sem ilusão neste caminho
Sóbrio, impassível, antevendo as intenções
Sigo sem pressa, submetendo as emoções
Elói Alves
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Que desencanto o toma de repente... que já não vês na flor o seu encanto? Essas passadas lentas, o desatino o pode transformar em andarilho!
ResponderExcluirBeijos!
AMEI!
Como sabe, e muito, amiga, não sou, quando digo, são várias subjetividades rsrsr; gratíssimo, bjos, amiga!
ResponderExcluirComo sabes, e muito, amigo, interagi com seu soneto e da mesma forma, não sou, quando digo! rs
ResponderExcluirHá sempre um outro eu, em uma alma sensível, cara Ira!
ExcluirEi vocês dois!
ResponderExcluirVão colocar Fernando Pessoa doente com suas andanças entre pessoas que habitam vocês dopis!
Amei Eloi.
Muito lindo memso.
Faz a gente imaginar outros sentimentos e desistir da pressa e acompanhá-lo nas tais andanças!
Beijos aos dois
Elisabeth Lorena Alves
Oi, Beth; grato pela leitura e por sua análise; ótimo lembrar o Pessoa, incrível poeta de nossa língua, ele "um fingidor"; bjos gratos
ExcluirDeu saudades de quando eu era gente... Agora, universitária que sou, pouco tempo tenho para revisitar as idas e vindas dos muitos "eus"que habitam os amigos poetas e contadores de histórias...
ResponderExcluirBeijos Ira e Eloi.
Muito grato, Beth; sei bem, mas a formação vale muito; bjos gratos
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