terça-feira, 5 de julho de 2011

BRASIL DEIXA CRIMINOSOS FORA DA CADEIA COM A LEI "DO DESENCADEAMENTO"

A lei que entra em vigor hoje, 05 de julho, permite que vários tipos de criminosos com pema inferior a quatro anos fiquem fora da prisão até o julgamento. Cerca de oitenta mil poderão sair da prisão com a entrada da lei em vigor. Medida quer evitar gastos com sistema prisional. A população que já sofre com violência e crimes nas ruas e até nos domicílios terá que suportar mais esta. Até autoridades políciais criticam a nova situação. O assessor jurídico da Diretoria Geral da Polícia Civil, o delegado Matusalem Sotoloni, define a nova lei como a "lei do desencadeamento". "Vai desafogar o sistema prisional mas vai gerar sensação de impunidade", afirma. Mas, além disso, esta lei é pensada com nariz curto, pois os bandidos soltos irão virar reincidentes rapidamente e terão que ir para a cadeia, mas com o pior para asociedade que sofrerá com aumento dod crimes e o afrouxamento gerará mais infratores. Vários criminalistas,(advogados que defendem criminosos) ao contrário do delegado acima, louvam a nova lei. Por quê será isso? Na verdade, seria bom que se deixassem bem claro no tribunal, em cada caso em jugamento, como os criminosos estão pagando seus advogados, e se esse dinheiro é limpo, se não é da própria vítima. Não seria minimamente razoável saber com que dinheiro se defendem os bandidos diante da justiça? Mas infelizmente o cidadão de bem, que sustenta este país com seus impostos para políticos levarem a fama, tributados até antes de ver seus salários, como é tributado na fonte o trabalhador brasileiro, é este que vai ter que gemer calado. Os ricos poderão pagar segurança privada. Quem sabe um dia aprendemos a votar direito?

domingo, 3 de julho de 2011

O ANIVERSÁRIO DO PLANO REAL E SUA RELAÇÃO COM A LÍNGUA PORTUGUESA

     Neste 17º aniversário* do plano real, com a coincidente morte do presidente Itamar Franco, quero propor um ponto de confluência da estabilidade da economia com uma outra, a estabilidade na língua, ambas com origem naquele plano econômico. Entrando aqui no campo econômico, não irei longe, no entanto, ao ponto de discutir questões de inflação ou deflação, tampouco dissertar sobre a atual e gravíssima crise econômica mundial, que teve origem no sistema de financiamento de crédito imobiliário dos Estados Unidos, em meados de setembro de 2008, e está mais grave agora em alguns países da Europa, como Espanha, com índices históricos desemprego, Portugal e Grécia. Sendo que esta última teve já que ser socorrida pelos outros países da eurozona, sobretudo pela Alemanha.
      Ao contrário de minha proposta acima, sabe-se na verdade que a língua não se estabiliza, nem poderia. A língua é um elemento dinâmico, vivo, em constante desenvolvimento e como tal não pode estagnar-se, mesmo com a estagnação da economia, isto seja, não há como pará-la no tempo. Todo o dinamismo de nossa atualidade confirma e corrobora isto, e mesmo setores mais conservadores ou fechados são sensíveis a novas influências que se refletem no modo como lidam com a língua. Agora, um sistema econômico frágil, como era o do Brasil antes do plano real, desencadeia outros tipos de problemas, bastante prejudiciais à sociedade, e as questões lingüísticas não poderiam ficar à margem disso.
      No período anterior a esse plano da economia brasileira, a inflação era “normalmente” denominada de “galopante”, caracterizando um período de “hiper-inflação”. Os preços mudavam diariamente, quando não mudavam mais de uma vez por dia, sem quaisquer exageros aqui, diga-se. Havia filas enormes nos postos de gasolina, nos supermercados, implementando a “cultura do estoque”, dando origem, inclusive, a expressões lingüísticos como “a compra do mês”.
     Esta cultura era de fato o meio como as pessoas reagiam às constantes e repentinas mudanças nos preços. E os preços subiam indefinidamente. Os salário dos trabalhadores tinha que ser reajustado sempre na tentativa de acompanhar a subida dos preços dos produtos. No entanto, como o trabalhador recebia por mês e os produtos tinham seus preços reajustados diariamente, aqueles ficavam sempre no prejuízo.
     Com essa deflagrada “cultura inflacionária”, os sucessivos governos brasileiros iam implantando novos planos econômicos na tentativa de remediar ou solucionar efetivamente o problema do "descontrole inflacionário" . Um problema técnico e matemático muito comum à época era a quantidade de zeros à direita, que precisavam ser constantemente cortados, pois faltava espaço até nas calculadoras. Assim, surgiam os respectivos planos econômicos, típicos de economias vulneráveis e “moedas frágeis” ou pouco duradouras. Esses planos naturalmente tinham nomes diferentes e traziam novas mudanças à língua, inclusive com novas funções de termos da língua e mudanças gramaticais, como a substantivação do adjetivo real, neológico nesta acepção, sendo seus novos nomes impingidos à face da moeda nacional. Chamavam-se, por exemplo, “cruzeiro”, “cruzado”, “cruzado novo”, “real”; os mais antigos falavam em “mil reis”, “um tostão” e o parâmetro para ganhos e perdas era quase sempre uma moeda estrangeira: o dólar. Em fim, os brasileiros tinham que se adaptar.
      No entanto, a adaptação nem sempre era fácil. Alguém poderia perguntar, até mesmo num concurso: “Qual é o nome da moeda corrente no Brasil?” Diante dessa pergunta, até um intelectual, um economista, poderia ter dúvidas na hora. E mais: “quanto valem hoje dez centavos?” “Com a nova moeda, como o povo fará o plural de real?” “Quanto era hoje cedo o preço do pãozinho?” “Você sabe se essa nova moeda é nova?” Agora uma pergunta jornalística: “Senhor economista, qual é, realmente, o valor real do Real, tendo em vista a realidade do momento?” “E como seria uma projeção realista do real?” Hoje é fácil, não? De todo modo, para certos efeitos, o trabalhador recebia o seu pagamento num cheque com infinitos zeros à direita, sendo, assim, também um milionário. E dependendo do dia, de seu salário e da inflação viria a ser também um bilionário, um Bill Gates. Mas a questão é que esse dinheiro não tinha valor real, isto é, não tinha poder de compra ou, de modo mais simples, não valia nada no mercado.
     Acabando com aquela endemia inflacionária, o Plano Real, tendo à frente o então ministro da fazenda do governo de Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, extinguiu também a chance de muitos pobres, como eu, serem “milionários”, de fachada, é claro.

*Esse número refere-se a 2011 (Em 2012 completa-se 18 anos)
Elói Alves


Prefácio de As pílulas do Santo Cristo, romance de Eloi Alves

      http://realcomarte.blogspot.com.br/2012/11/prefacio-de-as-pilulas-do-santo-cristo.html


Primeito capítulo:

     http://realcomarte.blogspot.com.br/2012/10/as-pilulas-do-santo-cristo-1-capitulo.html


Segundo Capítulo:

    http://realcomarte.blogspot.com.br/2012/10/as-pilulas-do-santo-cristo-2-capitulo.html

Adquirir livro:
http://realcomarte.blogspot.com.br/p/as-pilulas-do-santo-cristo-adquiri.html

 

O HOMEM TACITURNO: anedota do tio Gerbúlio

Tio Gerbúlio vivia a vida dentro do bar, de que era dono. De vez em quando pegava em uns doces e ia lá em casa ver os sobrinhos. Logo que chegava, ia para a varanda, onde se fazia uma reunião aos seus pés. Os pequenos vinham pelos doces, os graúdos, pelas histórias, e todos ficavam por ali, a escutá-lo.
Certa vez, veio com esta:
Um homem estranho, que nunca falava, apareceu um dia no bar, ao pé da noite. Pediu uma cerveja, três copos e bebeu dela calado. Pagou e saiu. Voltou na tarde seguinte; depois, na outra e virou freguês. Mas Gerbúlio achava o homem ainda mais estranho. Esperou uma oportunidade discreta e perguntou se era promessa a algum santo.
__Não! Disse o homem. É que somos três irmãos, e como nunca nos vemos, bebemos um pelos outros.
Depois disso, estendeu os dias calado e cabisbaixo. Sempre a cerveja e três copos. Bebia quieto, não olhava para ninguém e saía olhando o chão como tinha entrado. Passou-se assim um tempo.
Um dia, quando já o tinham esquecido a um canto, causou, porém, um espanto., Ao entrar, pedira a cerveja e só dois copos. Tio Gerbúlio ia falar, mas espremeu as palavras, exatamente como fazia o homem taciturno. No outro dia, no entanto, como o homem insistiu nos dois copos, nosso tio se chegou de manso e fazendo cerimônia:
__O amigo vai bem? Aconteceu alguma coisa como algum dos nossos irmãos?
__Está tudo bem!
__Mas... só tem dois copos...
__Ahh!, Fez o homem, explicando-se. É que eu parei de beber.
João Gerbulius Sobrinho

sábado, 2 de julho de 2011

MORRE ITAMAR FRANCO UM DIA APÓS ANIVERSÁRIO DO PLANO REAL

O ex-presidente Itamar Franco (1992-1994)morreu hoje em São Paulo aos oitenta e um anos, no hospital Albert Einstein, vítma de um AVC, acidente vascular cerebral. Atual senador por Minas Gerais, Itamar presidiu o país durante a crise pós-impedimento (impeachment) de Fernando Collor. Em seu governo, tendo Fernando Henrique Cardoso como ministro da fazenda, elaborou-se o maior plano da história econômica nacional: o plano real, que completou dezessete anos ontem, dia primeiro de julho. O plano real derrubou a híper-inflação que chegou a um pico de cinco mil ao ano, trouxe estabilidade econômica para o país e permitiu a eleição de FHC como sucessor do presidente Itamar Franco. Em sua biografia consta também o cargo de embaixador na Itália, em Portugal e na OEA, Organização dos Estados Americanos.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O CLIMA DE LUA DE MEL ENTRE A PRESIDENTE DILMA E FHC EM BRASÍLIA E A RETÓRICA DE LULA


O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso recebeu ontem em Brasília mais uma parcela das muitas homenagens que tem recebido no mês em que completou oitenta anos. No senado houve discursos de integrantes de várias tendências partidárias, até mesmo o presidente da câmara, o petista Marcos Maia, fez elogios a FHC. A atriz Fernanda Montenegro leu trechos da carta em que a presidente Dilma se dirige ao ex-presidente para felicitá-lo. Este clima mostra um momento de rara racionalidade na história política brasileira, sobretudo após um momento de guerra e ódio que foi o da última campanha presidencial, e nos oito anos de conflitos de Lula com seus adversários. A alegria de Fernando Henrique com os elogios veio com uma frase de espanto; “Meu Deus, será que eu já morri? Porque, em geral, no Brasil, só se fala bem, depois que morre”. É difícil dizer qual a data de validade deste comportamento racional e gentil. De todo modo, a presidente Dilma tem dado uma cara nova para si e para seu governo, com o ato digno de estender a mão a um homem de importância decisiva na história recente do Brasil. Importância que muitos deixaram de ver, inclusive no meio intelectual e jornalístico, que erraram repetidamente na avaliação equivocada e exagerada da retórica de Lula: “Nunca antes nesse país!"

quarta-feira, 29 de junho de 2011

CABRAL, GOVERNADOR DO RIO, DIZ TER ERRADO AO CHAMAR BOMBEIROS DE "VÂNDALOS", APÓS IMPRENSA MOSTRAR AMIZADE COM EMPREITEIROS

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse hoje que errou ao chamar os bombeiros que faziam greve por melhores salários de “Vândalos”. Na ocasião Cabral deu declarações à imprensa ofendendo o corpo de bombeiro carioca dizendo muito mais coisas do que essa pela qual pede desculpa, como mostramos na nota publicada aqui com o título de “ O CASO DOS BOMBEIROS DO RIO, O DISCURSO DO GOVERNADOR E O TROPA DE ELITE II, que está entre os textos mais lidos aqui.”. Este recuo de Cabral não é gratuito, nem um pouquinho. Desde que o caso veio à tona, muita gente foi para a Assembleia Legislativa carioca protestar. Passeatas reuniram milhares de manifestantes pelas ruas fluminenses em defesa dos bombeiros, que agora foram anistiados da invasão do quartel. Curiosamente também esta fala arrependida de Cabral vem na hora em que a imprensa nacional mostra suas relações com empreiteiros de obras públicas, como Eike Batista, do grupo EBX e Fernando Cavendish, dono da Delta Construções, que tem aumentado no seu governo, além de uso de seus aviões para viagens. Bem interessante esta fala mansa de agora, diferente do linchamento público que fez do corpo de bombeiros dias atrás.

terça-feira, 28 de junho de 2011

O EMÍLIO, DE ROUSSEAU, E OS NOSSOS HOMENS GRANDES

O filósofo J. J. Rousseau dizia que o homem nasce bom e a sociedade o corrompe. Sobre isso vejamos: Há crianças que são nos primeiros anos réplicas da beleza e "fofura". Há ainda outras que são exemplos da própria inteligência, sem falar de algumas que nascem, ao que parece, com uma boa gramática na cabeça, adequando à norma regência verbal e preposições. Mas logo...! Logo temo-las homens grandes. Não grandes homens, certo? Com todos os vícios, até mesmo a saudade patológica da infância ou criminosamente pedófilos. Sem falar da corrupção, roubo, asssssssassinatos, latrocccccínios, a incompetência e a preguiça com a busca da melhora como pessoa humana. O quê será que acontece com o nosso fermento? Será que o Emílio quando cresce muda de nome? Vamos, diga Rousseau?
Zé Nefasto Perguntero

domingo, 26 de junho de 2011

NOTA SOBRE A MORTE DO EX-MINISTRO PAULO RENATO E A VIDA DA EDUCAÇÃO?

Paulo Renato de Souza, ex-minstro da educação, morreu ontem na cidade paulista de São Roque de infarto fulminante, aos sessenta e cinco anos. Ele foi o responsável pela criação do Enem (Exame nacional do ensino médio) e do Fundef (Fundo de manuntenção e desenvolvimento do ensino fundamental. Homem culto, de bom tom e de boas ideias poderia ainda contribuir com seu trabalho a favor dessa área moribunda que é a educação no Brasil. A educação em todos os níveis não tem valido nada. Vale o dinheiro, importando menos o respeito, a boa convivência entre as pessoas, o aprendizado e a capacitação. Espero que o Enem tenha vida longa e boa saúde. Para que os estudantes não tenham dor de cabeça com problemas que não sejam da resolução da prova, nem com vazamento dela ou prejuizo com anulação de questões.

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