Algo em mim se atrofia e me debilita
Sugando o âmago da própria vida
É o nariz do mundo que me aspira
Sorvendo o pouco que já não tenho
Sou um pigmeu que já foi gigante
Minhas forças secaram como as de Sansão
Minha história apaga-se rapidamente
E me escoro à sombra do que não fiz
O que será da árvore que amarelece
Para onde irá o dia que já se põe
E o homem que era forte e anda nu?
Triste vento que me refresca e me faz arder
Sopra as minhas chagas e as maltrata
E deixa minha consciência intacta e insolente
Elói Alves
Leia o primeiro
capítulo de As pílulas
do Santo Cristo romance de minha autoria cujo lançamento será dia 27/11,
no Restaurante Rose Velt, pça Roosevelt, 124, das 19:00 às 21:30
h.:
http://realcomarte.blogspot.com.br/2012/10/as-pilulas-do-santo-cristo-1-capitulo.html
Abaixo, pode-se ler também o prefácio feito pelo
escritor e mestre em Literautra Comparada pela FFLCH-USP Edu Moreira:
http://realcomarte.blogspot.com.br/2012/11/prefacio-de-as-pilulas-do-santo-cristo.html
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Eloi
ResponderExcluirLindo Poema, bela reflexão, as vezes somos engolidos pelo mundo e nada podemos fazer. A vida passa lentamente e a gente não consegue segurá-la com as mãos, nossos pés nãoacompanham a corrida da vida, são trópegos, cansados e a desesperança bate a nossa porta e, só não entra porque não temos forças para ver quem bate.
Parabéns Poeta!
Muito grato, Beth, pela gentil leitura e por seu comentário! Beijos!
ExcluirEstais a fazer inveja a Fernando Pessoa, com este estilo tão peculiar!
ResponderExcluirUm poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso
(Fernando Pessoa)
Obrigado, cara Ira, por seu meigo conetário e por sua leitura, amiga! Beijos!
Excluir"O ser humano é habitado por nostalgias (in)compreensíveis. Ter uma Consciência Insolente é a garantia de preservação do próprio ser.Lindo poema, Elói!" Da querida Marilene Ribeuiro, pelo facebook
ResponderExcluir