Visita do escritor Elói Alves, hoje, à escola Nossa Senhora Aparecida, no Ipiranga, implementando o Projeto Alunos Ilustradores, do Instituto Letrófilo, cujo objetivo é a descoberta de jovens talentos. O projeto tem a coordenação do artista plástico, prof. Hermiton Cost, diretor artístico do Instituto.
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
O OLHAR DE LANCETA, novo livro de Elói Alves
Novo livro do escritor Elói Alves, O olhar de lanceta, será lançado pela Editora APMC em parceria com o Instituto Letrófilo, em meados do segundo semestre. No livro o autor traz vários ensaios críticos sobre literatura e sociedade, com reflexões sobre os dilemas da vida moderna e os destinos do homem. O livro trará um posfácio do historiador, músico e poeta Marcos Fonseca.
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
O JARDIM POÉTICO DE MARCOS FONSECA - posfácio de Elói Alves
Posfácio para o livro O inevitável amor, do poeta, músico e historiador Marcos Fonseca
Entramos. Diante dos olhos, então, este jardim, ao qual Marcos nos convida, e que floreou com talento, arte e, sobretudo, amor: O inevitável amor.
À entrada, uma e outra flor nomeadas, a um amigo, um companheiro de trabalho, ou uma homenagem sob condições da pungente intimidade e separação extrema. Mas é trilhando vagarosamente por seus pequenos caminhos que nos detemos diante de um magnífico encanto, de uma pérola, onde a beleza do que brilha ante os olhos junta-se a sons, a ritmos, cantos de pássaros, desse jardim de poesias, aos sons e ao sabor de águas refrescantes e litorâneas.
A obra do poeta é amplamente sinestésica. Nela, o sentido se excita por um conjunto de sensações que se remetem ao visual, aos sons, aos sabores, ao tátil, a uma mescla sensorial fruto de seu trabalho artístico, de sua mão de artífice coadunada à sensibilidade que o marca como humano. Seus poemas ao passo que apela aos sons, o faz ao mesmo tempo aos olhos, pela justaposição, pela disposição, de seu trabalho na tela.
Sua poesia, que pulsa a subjetividade e lirismo, é igualmente fruto de uma relação humana objetiva. Refere-se a situações concretas do cotidiano, de um olhar atento ao outro, dos gestos que pensam e cuidam, de contato com as pequenas coisas, numa busca de poetizar as relações humanas.
O inevitável amor parece-me um livro-jardim para ser revisitado sempre. Sua leveza, sua beleza, ao mesmo tempo que nos amenizam o peso da tumultuada vida agitada, também, ensinam-nos muito sobre as relações humanas, não apenas como mestres e alunos, mas, acima de tudo, como seres humanos. Logo volto ao portão da primeira página.
Elói Alves
O poeta Marcos Fonseca, à esquerda, e o escritor Elói Alves
domingo, 2 de agosto de 2015
O LEÃO E HOMEM: DOIS CÁLCULOS, DUAS BARBÁRIES
Nesta semana,
o caso de um leão que fora atraído para fora do Parque Nacional do Zimbábue,
por um guia pago por um dentista estadunidense, que o assassinou de um modo
estúpido, espalhou-se nas redes sociais e os jornais pelo mundo desdobraram os
detalhes, inclusive os valores pagos pelo dentista aos comparsas, descobertos
agora. No Rio, uma outra barbárie: a empresa responsável pela circulação de
trens ordenou que uma composição prosseguisse o caminho, passando sobre um
corpo estendido nos trilhos e que fora atropelado pela composição anterior. As
imagens, gravadas num telefone móvel, também circularam na internet.
No Rio de
Janeiro, a empresa justificou-se com cálculos: o trem era mais alto que o corpo
e, por isso, não se justificaria atrasar o horário da viagem, deixando os
usuários esperar. Na verdade, o transporte de trens no Rio nunca respeitou
horários, nem se preocupou com as condições em que viajam os passageiros. Assaltos a faca no interior dos vagões, tiroteios, falhas sistêmicas são noticiadas diária ou semanalmente
pela imprensa, não só local, mas nacionalmente. A justificativa revela na
verdade o oposto: o flagrante desrespeito às pessoas, aos usuários pagantes, e
até mesmo morto nas dependências do sistema. Aliás, um outro crime constitucional,
o desrespeito aos mortos insepultos.
No caso
bárbaro da morte do leão pelo caçador amador norte-americano também houve
cálculo maléfico, esquematização e arregimentação de cúmplices pagos a altas
quantias de dólares. Interessante que o caso do animal comoveu mais;
ambientalistas entraram em cena e organizaram protestos, nas redes sociais o
assunto ganhou grandes proporções e foi muito mais longe do que o caso do
anônimo atropelado e vilipendiado depois de morto pela companhia que age em
nome do Estado. Ambos os crimes são inaceitáveis, ambos usam o cálculo humanamente
desumano: essa racionalização perversa que degrada a vida.
Elói Alves
sábado, 1 de agosto de 2015
ENCONTRO LITERÁRIO E MUSICAL EM SÃO BERNARDO DO CAMPO
Sexta feira, 31 de julho, o escritor Elói Alves esteve em São Bernardo do Campo num encontro literário e musical, juntamente com o músico, poeta e historiador Marcos Fonseca. No evento houve leituras, conversas literárias e boa música cantadas por Marcos. O Escritor Elói Alves também fez sorteio de seus livros para os presentes. Abaixo, seguem fotos do encontro.
domingo, 26 de julho de 2015
I FEIRA LITERÁRIA NO CENTRO - FLUC
Dia 12 de setembro acontecerá em São Paulo a I Feira Literária no Centro - FLUC - das 14h as 17h na Praça da República. o evento será realizado pela Editora APMC e tem apoio do Instituto Letrófilo. A FLUC terá inúmeras atividades voltadas para literatura, com a presença de autores e profissionais do livro.
segunda-feira, 20 de julho de 2015
CAPA DO LIVRO "CONTOS PAULISTANOS"
O livro Contos Paulistanos, antologia organizada pelo escritor Elói Alves para o Instituto Letrófilo, em parceria com a Editora APMC, será lançado no fim deste ano e está em fase de seleção e organização dos textos. Participam da antologia diversos escritores de imenso saber literário e capacidade criativa. O projeto foi idealizado a partir debates literários e apresentações autorais periódicos, organizados pelo Instituto Letrófilo em São Paulo.
OS RATOS E OS REIS DO BRASIL
O Brasil não tem monarquia, já há mais de cem anos, mas tem reis, diversíssimos, inumeráveis. E como um rei não vive com pouco, dito antigo de Rabelais, é preciso vesti-los, a cada canto e por todo o corpo, com a mais esplêndida gastança.
Nem sempre se há de querer rei com pompa em toda potestade ou o sonho com a volta dos que se foram, como o imortal e desaparecido D Sebastião. Na Suécia mesmo dá-se outra coisa que em Roma e numa outra república abaixo dos trópicos. Lá, se o rato roer a roupa do primeiro ministro, este terá de costurá-la, pois não dispõe de mil servos para servi-lo à cama sempre que o queira, e a todo canto, a tempo e hora:
-A comida do rei!
-O vinho do rei!
-As calças do rei!
-O avião do rei!
-As diversões do rei!
-As diversões do rei!
Mas abaixo da linha do equador não há pecado, já se dizia no período da colonização. Ausência de títulos hierárquicos ou nobiliárquicos não os desautoriza a vida que exigem e que lhes dão; ao contrário, autoriza-os muito maior disposição ao preito e à realeza, mesmo despido de toda nobreza. Assim, o deputado reina com toda grandeza; o vereador, com toda imponência; os ministros, com toda gastança, convictos da grande tolerância das leis flexíveis e da bajulação dos que se lhes curvam como a um trono, tendo o país um rei para cada parte, mesmo que se reúnam todos em só um canto, para juntos melhor roerem o que o trabalho alheio, o suor e a exploração ajuntaram.
Elói Alves
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