Volto pelos vestidos! O que seria do mundo se só houvessem calças? Uma monotonia sem remédio. Mas se o vestido estiver sujo, quem pagará a conta da brincadeira? Nos Estados Unidos as lavanderias têm cobrado alto, em alguns casos chega a milhão de dolares. E não se trata de vestidos de realeza ou vestes principescas. Pois nas repúblicas as lavanderias não estão para o público e para limpar o privado? Tudo bem que a estagiária de Bill Cliton preferia guardar as manchas da Casa Branca, Mas será que o diretor do FMI, Domenique Strauss-Kahn, quereria expor suas manchas na Cidade Luz? Bem, a camarera do quarto de Strauss tem também os vestidos maculados, e isso já levaleu uma prisão além da fiança milhonária e seu prejuizo no Fundo, pela saída indecente. Com isso, será que os moralistas de lá e de cá vão proibir o uso de vestidos como solução para o problema? Em todo caso, que não venha o Jeens, mas sim as saias em seus tamanhos diversos. Não seria uma alternativa mais feminina? Ah, e o mais importante, cadeia para o francês e para os machos que não se controlam.
Zé Nefasto Perguntero
quarta-feira, 25 de maio de 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
OS HEROIS AMERICANOS, HOMERO E OS TROMBADINHAS (Perguntero)
Eita mundão! Então as orelhas não são de Bin Laden? Na minha coluna anterior ficou claro que a estagiária tinha revelado as provas. Agora, o que quero saber é se o que foi levado da casa assaltada será algum dia devolvido. Aliás, a questão principal é saber qual dos lados mente mais e qual deles tem os maiores assassinos? Numa coisa houve verdade por parte dos EUA, diga-se: NUNCA NEGARAM ter assaltado a casa, matado pessoas e levado seus pertences.
A condecoração por Obama dos supostos assassinos de Osama me lembrou os herois de Homero. Oh Ilíada dos meus pecados! Seriam eles herois por serem bandidos ou bandidos por serem herois?
Já o saque da casa de Bin laden pelos condecorados me lembraram os antigos trombadinhas da praça da Sé em São Paulo, que assaltavam bolsas e carteiras. Ai, meus herois e meus trombadinhas! Onde andará Homero com as musas que o inspiravam?
Ai, ai, ai! Hoje amanheci com umas saudades da era Cliton. Onde será que anda a Monica Lewinski, a musa estágiaria daquele ex-presidente?
Zé Nefasto Perguntero
A condecoração por Obama dos supostos assassinos de Osama me lembrou os herois de Homero. Oh Ilíada dos meus pecados! Seriam eles herois por serem bandidos ou bandidos por serem herois?
Já o saque da casa de Bin laden pelos condecorados me lembraram os antigos trombadinhas da praça da Sé em São Paulo, que assaltavam bolsas e carteiras. Ai, meus herois e meus trombadinhas! Onde andará Homero com as musas que o inspiravam?
Ai, ai, ai! Hoje amanheci com umas saudades da era Cliton. Onde será que anda a Monica Lewinski, a musa estágiaria daquele ex-presidente?
Zé Nefasto Perguntero
quinta-feira, 5 de maio de 2011
A tensão de Hilary com Bin Laden e a de seu marido com Mônica Lewinski (Perguntero)
Hilary Cliton declarou após assistir aos trinta e oito minutos de duração da operação militar americana que, segundo os EUA, teria matado Bin laden que foram "os minutos mais tensos de sua vida".
Pois bem! O que será que pensa disso seu marido BILL Cliton? Que sua mulher teve até hoje uma vida sem emoções? Seria por desventura frígida? Nem mesmo sua rival Mônica Lewinski lhe deu esses minutos de tensão? Será que a tensão de agora tem relação com o Salão Oval onde Bill teve relações com Mônica Lewinski? Ou será que Mônica foi mais intensa com Cliton que Hilary com Bin Laden?
Bem, vamos às provas:
Mônica Lewinski deu ao Bill e ao mundo o vestido sujo, carregado de material para DNA e um processo para Bill Cliton. Vestido que ela se recusou a lavar até que se colhesse o material lá deixado ainda tenso.
Já Hilary, por seu lado, não deu a ninguém um corpo para se comprovar o DNA de Bin Ladem, nem permitiu que houvesse qualquer coisa que parecesse um processo, mesmo esquentado.
Por aí, parece que a estagiária tem mais pontos, não? Não seria sua história mais prazerosa e mais calorosa, pelo menos para Bill Cliton?
Zé Nefasto Perguntero
Pois bem! O que será que pensa disso seu marido BILL Cliton? Que sua mulher teve até hoje uma vida sem emoções? Seria por desventura frígida? Nem mesmo sua rival Mônica Lewinski lhe deu esses minutos de tensão? Será que a tensão de agora tem relação com o Salão Oval onde Bill teve relações com Mônica Lewinski? Ou será que Mônica foi mais intensa com Cliton que Hilary com Bin Laden?
Bem, vamos às provas:
Mônica Lewinski deu ao Bill e ao mundo o vestido sujo, carregado de material para DNA e um processo para Bill Cliton. Vestido que ela se recusou a lavar até que se colhesse o material lá deixado ainda tenso.
Já Hilary, por seu lado, não deu a ninguém um corpo para se comprovar o DNA de Bin Ladem, nem permitiu que houvesse qualquer coisa que parecesse um processo, mesmo esquentado.
Por aí, parece que a estagiária tem mais pontos, não? Não seria sua história mais prazerosa e mais calorosa, pelo menos para Bill Cliton?
Zé Nefasto Perguntero
domingo, 1 de maio de 2011
A sensatez pós Lula na Questão-Irã
A política internacional do governo brasileiro apontou já na saída de Lula para um outro ponto, diferente da polêmica posição reiteradamente defendida durante os oito anos de Lula, como presidente, sobre o Irã. É certo que ainda está cedo para caracterizar um governo de Dilma. E esta dificuldade é sabidamente maior não só pela desconhecida história de Dilma na política brasileira, mas sobretudo por sua dependência irrestrita de Lula e do governo deste para chegar ao poder.
No entanto, algo aparentemente surpreendente surgiu neste ponto da politica internacional brasileira logo no início do mandato da atual presidente. Na verdade, para quem conhece a história da diplomacia brasileira, o Brasil apenas reassumiu o papel tradicional de sua política externa desde Rio Branco e de Águia de Haia, sendo coerente com a posição histórica de sua diplomacia.
A intervenção do Brasil em um assunto extremamente delicado de modo praticamente unilateral é que trouxe o estranhamento sentido interna e externamente. A posição brasileira desprezou então uma tradicional conduta de sua diplomacia: a atuação anti-imperialista de defesa conjunta de interesses comuns em seu continente, ignorando a posição de parceiros próximos e estratégicos. Em um plano maior, supra continental, ignorou também todos seus estratégicos parceiros do BRICS, isolando-se de um modo ridículo e pequeno, em termos de posição e negociação em bloco.
O Irã tem sido um país cuja história de conflitos em sua geopolítica tem produzido grande efervescência no médio oriente e no plano extracontinental, desde a revolução islâmica de 1979 . Mais recentemente, eleição do presidente Ahmadinejad, considerado radical, e, depois, sua reeleição polêmica colocou mais combustível fóssil na situação. Sua posição radical em negar o Estado de Israel, suas declarações provocativas de caráter incendiário, o apoio a grupos islâmicos considerados terroristas por potências ocidentais são alguns elementos dessa posição marcante .
A questão principal para o Brasil é que a posição de seu governo de então provocou um enfrentamento direto e gratuito com várias potências do Conselho de Segurança da ONU. Os EUA foram apenas mais um; aliás, aquele que nunca enfrenta os menores e mais fracos com ironia e graça ou equilíbrio ao menos, mas com força desajeitada, confundindo firmeza com brutalidade.
O tema trouxe holofotes de todo o mundo. Especialistas e generalistas debateram a questão. No Brasil havia campanha para o Planalto, isso ajudou a “politizar” o assunto, isto é, torná-lo indigno de uma boa análise e evidenciou a imaturidade da sociedade brasileira e de sua imprensa em questões geopolíticas e de relações internacionais.
À época da aprovação das sanções contra o Irã, junho de 2010, as revistas brasileiras que deram espaço ao fato o fizeram dentro de um clima eleitoral, posicionando-se favor ou contra, sem análise detida da matéria. A única que o fez de modo mais proveitoso, Carta Capital, produziu uma análise infeliz sob aspecto crítico e analítico. O autor responsável pela opinião veiculada pela revista, um cientista político, empolga-se com o acordo de Lula com o presidente iraniano ao lado da Turquia, classificando-o como “ significativo êxito diplomático”.
Não totalmente satisfeito, o cientista atribui ao acordo o poder de levar o Brasil a condição de “ potência política global”. Louvável esforço analítico, porém desfeito logo em seguida. O acordo brasileiro, poderoso segundo o cientista político da revista, não tinha força alguma no âmbito do direito e da política internacionais e, portanto, vazio no sentido de mudar ou diminuir as sanções vindas logo depois, trazendo apenas problemas para o presidente e o então chanceler Celso Amorim explicarem.
Além disso, a política internacional não dá margem para amadorismos e improvisos; permite aí no máximo o jogo midiático e histrionismo como se há visto encarnado por presidentes de vários países subdesenvolvidos. Antes do Irã, Lula havia passado pela Rússia, cujo presidente minimizou educadamente o acordo. Os russos, com os demais membros permanentes do Conselho de Segurança, não têm interesse que a tecnologia nuclear seja disseminada, mesmo que seja pacificamente, devido a questões econômicas.
De toda forma, o Brasil deve procurar seu lugar, mas numa linha segura e duradoura, de parcerias e desenvolvimento conjunto, sem exibicionismo e enfrentamentos gratuitos.
No entanto, algo aparentemente surpreendente surgiu neste ponto da politica internacional brasileira logo no início do mandato da atual presidente. Na verdade, para quem conhece a história da diplomacia brasileira, o Brasil apenas reassumiu o papel tradicional de sua política externa desde Rio Branco e de Águia de Haia, sendo coerente com a posição histórica de sua diplomacia.
A intervenção do Brasil em um assunto extremamente delicado de modo praticamente unilateral é que trouxe o estranhamento sentido interna e externamente. A posição brasileira desprezou então uma tradicional conduta de sua diplomacia: a atuação anti-imperialista de defesa conjunta de interesses comuns em seu continente, ignorando a posição de parceiros próximos e estratégicos. Em um plano maior, supra continental, ignorou também todos seus estratégicos parceiros do BRICS, isolando-se de um modo ridículo e pequeno, em termos de posição e negociação em bloco.
O Irã tem sido um país cuja história de conflitos em sua geopolítica tem produzido grande efervescência no médio oriente e no plano extracontinental, desde a revolução islâmica de 1979 . Mais recentemente, eleição do presidente Ahmadinejad, considerado radical, e, depois, sua reeleição polêmica colocou mais combustível fóssil na situação. Sua posição radical em negar o Estado de Israel, suas declarações provocativas de caráter incendiário, o apoio a grupos islâmicos considerados terroristas por potências ocidentais são alguns elementos dessa posição marcante .
A questão principal para o Brasil é que a posição de seu governo de então provocou um enfrentamento direto e gratuito com várias potências do Conselho de Segurança da ONU. Os EUA foram apenas mais um; aliás, aquele que nunca enfrenta os menores e mais fracos com ironia e graça ou equilíbrio ao menos, mas com força desajeitada, confundindo firmeza com brutalidade.
O tema trouxe holofotes de todo o mundo. Especialistas e generalistas debateram a questão. No Brasil havia campanha para o Planalto, isso ajudou a “politizar” o assunto, isto é, torná-lo indigno de uma boa análise e evidenciou a imaturidade da sociedade brasileira e de sua imprensa em questões geopolíticas e de relações internacionais.
À época da aprovação das sanções contra o Irã, junho de 2010, as revistas brasileiras que deram espaço ao fato o fizeram dentro de um clima eleitoral, posicionando-se favor ou contra, sem análise detida da matéria. A única que o fez de modo mais proveitoso, Carta Capital, produziu uma análise infeliz sob aspecto crítico e analítico. O autor responsável pela opinião veiculada pela revista, um cientista político, empolga-se com o acordo de Lula com o presidente iraniano ao lado da Turquia, classificando-o como “ significativo êxito diplomático”.
Não totalmente satisfeito, o cientista atribui ao acordo o poder de levar o Brasil a condição de “ potência política global”. Louvável esforço analítico, porém desfeito logo em seguida. O acordo brasileiro, poderoso segundo o cientista político da revista, não tinha força alguma no âmbito do direito e da política internacionais e, portanto, vazio no sentido de mudar ou diminuir as sanções vindas logo depois, trazendo apenas problemas para o presidente e o então chanceler Celso Amorim explicarem.
Além disso, a política internacional não dá margem para amadorismos e improvisos; permite aí no máximo o jogo midiático e histrionismo como se há visto encarnado por presidentes de vários países subdesenvolvidos. Antes do Irã, Lula havia passado pela Rússia, cujo presidente minimizou educadamente o acordo. Os russos, com os demais membros permanentes do Conselho de Segurança, não têm interesse que a tecnologia nuclear seja disseminada, mesmo que seja pacificamente, devido a questões econômicas.
De toda forma, o Brasil deve procurar seu lugar, mas numa linha segura e duradoura, de parcerias e desenvolvimento conjunto, sem exibicionismo e enfrentamentos gratuitos.
domingo, 17 de abril de 2011
Sarkozi, um taliban ocidental?
Sarkozi tem aparecido como nunca, parece até que achou seu caminho. No iníco de seu governo parecia uma barata sob jato de inseticida. Os jornais esconderam esse fato falando da mulher do presidente francês, que vinha então diariamente às manchetes. Ele próprio se cansou disso, pedindo que poupassem sua "vida privada". Mas num átimo parece ter achado um caminho. Surpreendentemente foi ao declínio e esgotamento de Bush. Mas qual foi esse caminho para a notoriedade e estabilidade de seu governo? Foi exatamente o de mandatário ao modo de Bush, como sombra sua. Sob protestos na questão da previdência, optou pela política do porrete, como a do "big stick" na América do Norte. Na resolução da ONU para a " no fly zone" na Líbia( área onde não se voa)" ele foi o anfitrião e tomou a dianteira com os EUA, a quem seguiram os atuais satélites americanos europeus na OTAN; se opondo a isso, Russia, China e alguns outros com abstenção; votando a África do Sul contra. A "no fly zone" não foi na prática uma área de proibição de voos, mas lugar onde os caças franceses e de outros paises da OTAN podem voar e jogar bombas e lançar mísseis sob os alvos que escolherem, desorganizando para venderem organização posterior. Esse modo de alcançar estabilidade política é tipicamente bushiano e foi demonstrado pela polítca de ataque preventivo de W. Bush após o 11 de setembro. Certamente a França sempre teve interesse em áreas de influência no continente africano, prova disso foi sua desastrosa e impiedosa colonização na Argélia em meados do século XX. Sarkozi tem mostrado, pelo caminho que achou, a típica liderança ocidental de interferência sem levar consigo o famoso pefume francês, sem o charme de sua bela torre, a elegância de seu idioma e a beleza das mulheres francesas. Desta vez está envolvido na polêmica criminalização do uso do véu islâmico. Mulheres já foram presas e multadas por usarem o véu em lugares públicos. Várias têm preferido não ir às ruas. Na verdade, Sarkozi tem se portado como um "taliban ocidental", um fundamentalista do ocidente no berço da revolução liberal de Napoleão. Com a capa da "civilização liberal e progressista", da igualdade e das liberdades, a França preferiu a dominação sutil, ao contrário do histórico imperialismo americano cujas interferência e prepotência não cabem bem em máscaras. Mas com Sarkozi ambos se aproximam. Desse modo, Sarkozi teria recebido o espírito de Bush? A prósito, um engraçado professor de cultura latina que me deu aula dizia que não orientava mas ocidentalizava. É verdade, o vencedor deve ter seu prêmio. A civilização progressista e liberal também produz e universaliza seus tipos de Osama Bin Laden.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
COM A CORDA NA LÍNGUA
Há cordas, a corda. Acorda!!!
Concordas tu que nos amarre,
Com cordas tu ao pescoço?
Vocais essas cordas amarradas,
Nem de cor, nem in cor
Sair batidas dos acordes.
Sem acordos, assim,
Comendo açorda ,
Só há discórdia.
Concórdia, só um largo,
E muito largo.
Nem concórdia, pois,
Entre os cordatos,
E sem acórdãos e concordância,
E menos cordial com essas cores.
Concordas tu que nos amarre,
Com cordas tu ao pescoço?
Vocais essas cordas amarradas,
Nem de cor, nem in cor
Sair batidas dos acordes.
Sem acordos, assim,
Comendo açorda ,
Só há discórdia.
Concórdia, só um largo,
E muito largo.
Nem concórdia, pois,
Entre os cordatos,
E sem acórdãos e concordância,
E menos cordial com essas cores.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
NUNCA E PARA SEMPRE
Nunca e Sempre são os advérbios que não nos pertencem,
Na invejável estreiteza das propriedades humanas,
todavia vestidas de luxo e grandeza,
Cobertas da inconsciência e da razão.
As mais longas partes do eterno tempo são as que JAMAIS se dão a posuir.
Por ora podem os homens senti-la em seus lábios e enviá-las aos ouvidos, de si e de outrem, numa sensação de domínio ou perda, de vitória ou derrota, em riso e choro, euforia e dor.
A racionalização do tempo, a ditadura do relógio (etc) são apenas o lado frágio da pretensão do homo-sapiens; a filosofia de Descartes tem seu calcanhar de Aquiles maior do que se imagina. Keynes também o confessa, indicando a previsão de "curto prazo" como meio prático de resolução dos problemas humanos.
Mas o momento de agir é um dilema dos homens inerenete a suas propriedades inconscientes; o tempo sempre lhes escapa entre os vãos dos dedos. Deveras na iminência do momento da ação há também os descaminhos do "Por quê ?" e "do como ?"
É na emergência onde mais se apresentam o "nunca" e o "para sempre", no calor da irreflexão. Mas a emergência está no caminho dos homens, desafiando e exigindo a previsão e o cuidado. Ela não pode ser eliminada e é mais danosa que o descontrole do tempo nas mãos humanas.
Usando os versos de Henry Longfellow:
"Forever-never"
"Never-forver"
Na invejável estreiteza das propriedades humanas,
todavia vestidas de luxo e grandeza,
Cobertas da inconsciência e da razão.
As mais longas partes do eterno tempo são as que JAMAIS se dão a posuir.
Por ora podem os homens senti-la em seus lábios e enviá-las aos ouvidos, de si e de outrem, numa sensação de domínio ou perda, de vitória ou derrota, em riso e choro, euforia e dor.
A racionalização do tempo, a ditadura do relógio (etc) são apenas o lado frágio da pretensão do homo-sapiens; a filosofia de Descartes tem seu calcanhar de Aquiles maior do que se imagina. Keynes também o confessa, indicando a previsão de "curto prazo" como meio prático de resolução dos problemas humanos.
Mas o momento de agir é um dilema dos homens inerenete a suas propriedades inconscientes; o tempo sempre lhes escapa entre os vãos dos dedos. Deveras na iminência do momento da ação há também os descaminhos do "Por quê ?" e "do como ?"
É na emergência onde mais se apresentam o "nunca" e o "para sempre", no calor da irreflexão. Mas a emergência está no caminho dos homens, desafiando e exigindo a previsão e o cuidado. Ela não pode ser eliminada e é mais danosa que o descontrole do tempo nas mãos humanas.
Usando os versos de Henry Longfellow:
"Forever-never"
"Never-forver"
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
QUEM TIRIRICOU EM 2O10?
A democracia garante e deve garantir o direito a tiriricar.
E também o de não o fazer; como eu, que não tiririquei e, pelo que imagino, em questão de preparo e adequação ao cargo, deva ser o meu escolhido a posto político, jamais tiriricarei.
Mas no Brasil não se vota pela capacidade e preparo nem por princípios morais e administrativos, geralmente. Severino Cavalcante sempre deu péssimas entrevistas, mostras de toda arrogância e preconceitos contras as diferenças, gaguejava ao ler diante das câmaras e ao mesmo tempo foi forte rei do “baixo clero no congresso federal até o “grande dia” em que foi levado ao topo para presidi-lo. Foi derrubado pelo “mensalinho”, já pelo nome uma corrupção considerada menor. Na verdade havia perdido a sustentação política. O primeiro governo do PT havia batido cabeça, apoiou mais de um candidato à presidência do congresso e, frente ao seio enfermado pela bagunça, teve de beijar a face de Severino, de quem já se dizia seria sempre “governista”, como o foi de fato.”. Obrigado a renunciar, Severino teve espaço e posto políticos garantidos, sendo eleito prefeito de sua cidade, com o apoio do presidente Lula.
O já diplomado deputado Tiririca não é ingênuo. Não tem grande preparo em questões de ciência política nem muito contato com a cultura letrada, o que é necessário em quaisquer altos cargos na complexidade do mundo atual. No entanto, ele sabe o que quer e não é ingênuo; sabe cativar, sobretudo nas camadas sociais em cujo mundo a complexidade do raciocínio cartesiano é estranha e até repelível. Ademais, a simplicidade é atributo fundamental a qualquer orador, seja a um Marco Túlio Cícero, com De oratore, seja a um Tiririca.
O que poderia ser chamado estranho é que no Brasil a irresponsabilidade da brincadeira, do protesto inócuo, da inconseqüência, a descrença nas instituições e na classe política e até a indignação são misturadas no mesmo lugar; o que leva a uma confusão até gente com alguma maior capacidade e certa formação acadêmica. No limite há aí também a ideia de que a política não é séria. E esta questão não é simplista e esteve presente na campanha de Tiririca .
Além do mais, os grandes campeões de voto no período da abertura política tem sido os candidatos que apelam a estratégias que passam longe do preparo para com as coisas republicanas. Coisas que por serem públicas exigiriam mais rigor de todos, mas não no Brasil. O dr Eneas apelou muito mais ao aspecto fantástico e extraordinário que ao seu preparo intelectual. Tornou-se campeão de votos literalmente no grito. Não ia às ruas, dizia seu nome a partir da tv e o povo votava. Quase foi presidente; como deputado, elegeu a si e a outros que não tinham votos. Quando teve mais tempo, não elaborou o discurso pela via da coisa pública, mas preferiu apenas referir-se a barba que havia retirado, por motivo de doença. A final, “com barba ou sem barba” o seu nome era “Eneas”. Por certo ângulo elaborou um perfil que lembrava o fascismo.
Nos últimos anos, um grande equívoco de percepção política tomou conta do país. Na verdade isto é do antigo jogo do “faz de conta”. A mudança de pessoas, como a chegada de Lula ao poder no Brasil, bem como a de Obama nos EUA, de Cristina na Argentina ou de Evo na Bolívia, de Zapatero, do partido socialista obrero, na Espanha e ainda Lugo no Paraguai não produz mudanças estruturais no mundo. O controle econômico, o controle institucional, o controle das áreas estratégicas, como o decisivo monopólio das redes de comunicação, o acesso à complexa jurisprudência, das carreiras mais importantes nas primeiras universidades do mundo está reservado a uma classe restrita. À classe média em suas subdivisões sobram conformadamente coisas menos importantes e a outros as migalhas permitidas pelo incontestável crescimento econômico e científico-tecnológico do mundo moderno.
Algumas coisas referentes a macro e micro estruturas do Brasil são fáceis de se verificarem. Nas questões econômicas, basta ver em que áreas o pais domina e quem são as pessoas ou famílias que dominam essas áreas. Ainda na primeira, veja-se o controle dos meios de comunicação. Na outra ponta, o povo brasileiro é frágil e alegre e ingenuamente aberto ao conducionismo político e religioso. Não é a toa que o país é grande produtor de ideologias de tipo teológico, de magias e curandeirirsmo e ao culto das faclilidades mais adaptáveis que lembram As Raizes do Brasil, de Buarque de Olanda. E os paises que importam esses produtos são os menos desenvolvidos, sobretudo da África. Na maioria das universidades se ensinam conteúdos como ortografia e regência. Na administração de Paulo Renato, um analfabeto foi aprovado em vestibular para direito no Rio de Janeiro, o que o obrigou a baixar uma portaria específica que exigia redação. O atual ministério não foi ainda capaz de organizar com eficiência uma prova como o ENEM. Bom, dizem que o Brasil está de mudança, para onde será que vai, além da UNASUL?
E também o de não o fazer; como eu, que não tiririquei e, pelo que imagino, em questão de preparo e adequação ao cargo, deva ser o meu escolhido a posto político, jamais tiriricarei.
Mas no Brasil não se vota pela capacidade e preparo nem por princípios morais e administrativos, geralmente. Severino Cavalcante sempre deu péssimas entrevistas, mostras de toda arrogância e preconceitos contras as diferenças, gaguejava ao ler diante das câmaras e ao mesmo tempo foi forte rei do “baixo clero no congresso federal até o “grande dia” em que foi levado ao topo para presidi-lo. Foi derrubado pelo “mensalinho”, já pelo nome uma corrupção considerada menor. Na verdade havia perdido a sustentação política. O primeiro governo do PT havia batido cabeça, apoiou mais de um candidato à presidência do congresso e, frente ao seio enfermado pela bagunça, teve de beijar a face de Severino, de quem já se dizia seria sempre “governista”, como o foi de fato.”. Obrigado a renunciar, Severino teve espaço e posto políticos garantidos, sendo eleito prefeito de sua cidade, com o apoio do presidente Lula.
O já diplomado deputado Tiririca não é ingênuo. Não tem grande preparo em questões de ciência política nem muito contato com a cultura letrada, o que é necessário em quaisquer altos cargos na complexidade do mundo atual. No entanto, ele sabe o que quer e não é ingênuo; sabe cativar, sobretudo nas camadas sociais em cujo mundo a complexidade do raciocínio cartesiano é estranha e até repelível. Ademais, a simplicidade é atributo fundamental a qualquer orador, seja a um Marco Túlio Cícero, com De oratore, seja a um Tiririca.
O que poderia ser chamado estranho é que no Brasil a irresponsabilidade da brincadeira, do protesto inócuo, da inconseqüência, a descrença nas instituições e na classe política e até a indignação são misturadas no mesmo lugar; o que leva a uma confusão até gente com alguma maior capacidade e certa formação acadêmica. No limite há aí também a ideia de que a política não é séria. E esta questão não é simplista e esteve presente na campanha de Tiririca .
Além do mais, os grandes campeões de voto no período da abertura política tem sido os candidatos que apelam a estratégias que passam longe do preparo para com as coisas republicanas. Coisas que por serem públicas exigiriam mais rigor de todos, mas não no Brasil. O dr Eneas apelou muito mais ao aspecto fantástico e extraordinário que ao seu preparo intelectual. Tornou-se campeão de votos literalmente no grito. Não ia às ruas, dizia seu nome a partir da tv e o povo votava. Quase foi presidente; como deputado, elegeu a si e a outros que não tinham votos. Quando teve mais tempo, não elaborou o discurso pela via da coisa pública, mas preferiu apenas referir-se a barba que havia retirado, por motivo de doença. A final, “com barba ou sem barba” o seu nome era “Eneas”. Por certo ângulo elaborou um perfil que lembrava o fascismo.
Nos últimos anos, um grande equívoco de percepção política tomou conta do país. Na verdade isto é do antigo jogo do “faz de conta”. A mudança de pessoas, como a chegada de Lula ao poder no Brasil, bem como a de Obama nos EUA, de Cristina na Argentina ou de Evo na Bolívia, de Zapatero, do partido socialista obrero, na Espanha e ainda Lugo no Paraguai não produz mudanças estruturais no mundo. O controle econômico, o controle institucional, o controle das áreas estratégicas, como o decisivo monopólio das redes de comunicação, o acesso à complexa jurisprudência, das carreiras mais importantes nas primeiras universidades do mundo está reservado a uma classe restrita. À classe média em suas subdivisões sobram conformadamente coisas menos importantes e a outros as migalhas permitidas pelo incontestável crescimento econômico e científico-tecnológico do mundo moderno.
Algumas coisas referentes a macro e micro estruturas do Brasil são fáceis de se verificarem. Nas questões econômicas, basta ver em que áreas o pais domina e quem são as pessoas ou famílias que dominam essas áreas. Ainda na primeira, veja-se o controle dos meios de comunicação. Na outra ponta, o povo brasileiro é frágil e alegre e ingenuamente aberto ao conducionismo político e religioso. Não é a toa que o país é grande produtor de ideologias de tipo teológico, de magias e curandeirirsmo e ao culto das faclilidades mais adaptáveis que lembram As Raizes do Brasil, de Buarque de Olanda. E os paises que importam esses produtos são os menos desenvolvidos, sobretudo da África. Na maioria das universidades se ensinam conteúdos como ortografia e regência. Na administração de Paulo Renato, um analfabeto foi aprovado em vestibular para direito no Rio de Janeiro, o que o obrigou a baixar uma portaria específica que exigia redação. O atual ministério não foi ainda capaz de organizar com eficiência uma prova como o ENEM. Bom, dizem que o Brasil está de mudança, para onde será que vai, além da UNASUL?
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