Fez-se última parada.
Aquela barca chegava ao final,
Não era a primeira vez,
Batia um frio,
Daqueles que dão na barriga,
Era certa indecisão,
Ou medo,
Medo pode ser que não fosse.
A sorte era não estar sozinho,
E se estivesse?
Era preciso desembarcar,
E continuar,
De toda forma
Tudo de novo...
De novo?
Mas tudo podia ser novo
Nova barca
Novas paragens e paradas
Novas forças
Sempre
O olhar é que se transforma,
Com os passos nem sempre iguais
No ir e vir dessas sucessivas barcas
Que se não deixam pará-las
Ignorando o nosso ritmo
E a disposição para viajar
Elói Alves
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